A febre maculosa é uma doença grave transmitida pela picada de carrapatos infectados e merece atenção de quem convive com cães e gatos.
Como os pets também podem ter contato com esses parasitas no dia a dia, entender melhor essa relação e conhecer as formas de prevenção é essencial para reduzir riscos e cuidar da saúde de toda a família.
Neste artigo, você vai entender como acontece a transmissão da febre maculosa, qual é o papel dos pets nesse contexto e quais cuidados ajudam na prevenção.
O que é a febre maculosa?
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia. No Brasil, diferentes espécies dessas bactérias podem estar relacionadas à doença, que pode afetar seres humanos e também outros animais.
A transmissão acontece pela picada do carrapato infectado. Cães e gatos podem hospedar esses parasitas, mas não transmitem a febre maculosa diretamente para as pessoas pelo contato do dia a dia.
Em seres humanos, a febre maculosa pode evoluir de forma grave e, por isso, a suspeita da doença exige atendimento médico rápido. A prevenção é baseada principalmente em evitar o contato com carrapatos e removê-los o quanto antes quando encontrados.
Entendendo a febre maculosa em animais de estimação
Nem todo carrapato está infectado com a bactéria responsável pela febre maculosa. No entanto, cães e gatos podem hospedar esses parasitas ao entrar em contato com eles durante passeios, principalmente em áreas verdes, terrenos, regiões de mata ou outros locais onde há maior presença de carrapatos.
Os animais também podem transportar carrapatos aderidos ao corpo para outros ambientes. Por isso, observar a pele e os pelos do pet após passeios e manter a prevenção contra carrapatos em dia são cuidados importantes.
Além disso, cães e outros animais podem participar do ciclo da bactéria na natureza, mas isso não significa que transmitam a febre maculosa diretamente para as pessoas. O risco de transmissão está relacionado à picada do carrapato infectado.
Por esse motivo, o controle desses parasitas deve fazer parte da rotina de cuidados com cães e gatos, protegendo os animais e ajudando a reduzir a exposição de toda a família.
Como prevenir carrapatos em cães e gatos?

Manter a proteção antiparasitária em dia é uma das formas mais eficientes de prevenir carrapatos em cães e gatos e reduzir o risco de exposição a doenças transmitidas por esses parasitas.
Além da febre maculosa, os carrapatos também podem transmitir outras doenças importantes para os pets, como a erliquiose e a babesiose, popularmente associadas à chamada “doença do carrapato”.
A escolha do antiparasitário deve considerar a espécie, idade, peso, estado de saúde e rotina de cada animal. Também é importante respeitar corretamente os intervalos de aplicação ou administração recomendados pelo médico-veterinário.
Além disso, vale verificar a pele e os pelos do pet com frequência, principalmente após passeios em áreas verdes. Regiões como orelhas, pescoço, patas e entre os dedos merecem atenção especial.
E esse cuidado deve ser mantido ao longo do ano, e não apenas quando um carrapato é encontrado.
O controle do ambiente também é importante
Parte do ciclo dos carrapatos acontece fora do animal. Por isso, quando esses parasitas começam a aparecer com frequência, é importante observar também os locais onde o pet vive e circula.
Quintais, jardins, áreas externas, casinhas, caminhas e outros espaços frequentados pelo animal devem ser mantidos limpos, com a vegetação controlada e atenção a possíveis focos.
Em casos de infestação, pode ser necessário reforçar também os cuidados com o ambiente, sempre de forma segura para os pets e para as pessoas da casa.
Encontrou um carrapato no seu pet?
Encontrar um carrapato no animal não significa que ele esteja com febre maculosa, mas é um sinal de que os cuidados de prevenção contra carrapatos precisam de atenção.
Ao identificar o parasita, é importante procurar orientação veterinária. O profissional poderá avaliar o animal, verificar se há outros carrapatos e orientar sobre a proteção antiparasitária mais adequada para aquele pet.
Também é importante observar o ambiente, principalmente quando os carrapatos aparecem com frequência ou em maior quantidade, já que parte do ciclo desses parasitas pode acontecer fora do animal.
Quanto mais cedo o problema for identificado e os cuidados de prevenção forem ajustados, menor tende a ser a exposição do pet e da família aos carrapatos.
Prevenção é o principal cuidado
Quando o assunto é febre maculosa, a principal mensagem é a prevenção. Manter a proteção antiparasitária adequada, observar regularmente a pele e os pelos do pet, redobrar a atenção após passeios em áreas verdes e cuidar do ambiente ajudam a reduzir o contato com carrapatos.
Cães e gatos podem hospedar esses parasitas, mas não transmitem a doença diretamente pelo convívio com as pessoas. Por isso, o foco deve estar no controle dos carrapatos e na proteção dos animais e de toda a família.
Se você encontrou carrapatos no seu pet ou tem dúvidas sobre qual é a proteção mais indicada para ele, procure orientação veterinária.
Na Vet Dermatologia, você conta com orientação especializada para definir a proteção antiparasitária mais adequada para o seu pet, considerando idade, peso, rotina, ambiente e risco de exposição. Além disso, a equipe acompanha diferentes alterações de pele, pelos e ouvidos, ajudando na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de problemas dermatológicos com foco no conforto e na saúde do animal.


